quinta-feira, 27 de março de 2014

Ode Aos Mendes, família milenar


Ode Aos Mendes

                            Sou Mendes, e o brio deste orgulho
                            Nascido e envolto em Amor,
                            Em pombos é meiguice de arrulho
Ressoando nos ares com valor.
                           
                            Criado com mais cinco rebentos,
                            Orgulho de minhoto e lisboeta
                            Outorgantes de bons acatamentos
Opostos aos soldados do capeta
                           
                            Desde além-mar, em agrupamentos
                            De gente mui direita e não careta,
                            Ensinaram-nos bons procedimentos      

                            Compassados por boa baqueta
                            Que marcava sem constrangimentos,
                            Nossos passos por estrada estreita.
                           
São co-autores deste soneto “Ode Aos MendeS”: Augusto (im memoriam) Carlos, Narciso, Reinaldo, Arnaldo e Manuel Mendes
27 de março de 2014.                   
©Augusto, Carlos, Narciso, Reinaldo, Arnaldo e Manuel Mendes.
NOTA: Divulgar obra literária sem menção de autoria é crime.

domingo, 23 de março de 2014

Um documento que precisa ser meditado e repassado para todos os brasileiros lúcidos

Uma dissecação precisa sobre o caráter e personalidade do Lula, que nos levq à certeza do ganho fraudulento nas urnas eletrônicas em 2006.



A CAMINHO DOS 99,9999995

Há poucos dias, a imprensa anunciou amplamente que, segundo as últimas pesquisas de opinião, Lula bateu de novo seus recordes de popularidade e chegou a 84% de avaliação positiva. É, realmente, algo “nunca visto nesse país” e eu fiquei me perguntando o que poderemos esperar das próximas consultas populares.
Lembro-me de que quando o Lula chegou aos 70% achei que ele jamais bateria Hitler, a quem, em seu auge, a cultíssima Alemanha chegara a conceder 82% de aprovação. Mas eu estava enganado; nosso operário presidente já deixou para trás o psicopata de bigodinho e hoje só deve estar perdendo para Fidel Castro e para aquele tiranete caricato da Coréia do Norte, cujo nome jamais me interessei em guardar. Mas lula tem uma vantagem sobre os dois ditadores, se realmente aqui as pesquisas refletem verdadeiramente o que o povo pensa, pois, enquanto em Cuba e na Coréia do Norte as pesquisas de opinião lembram o que se dizia dos plebiscitos portugueses durante a ditadura lusitana: SIM, Salazar fica; NÃO, Salazar não sai; brancos e nulos sendo contados a favor do governo... (Quem nunca ouviu falar em Salazar, por favor, pergunte a um parente com mais de 60 anos).
Portanto, a popularidade de Lula ainda “tem espaço” para crescer, para empregar essa expressão surrada e pedante, mas adorada pelos economistas. E faltam apenas cerca de 16% para que o Lula possa, com suas habituais presunções e imodéstia, anunciar ao mundo que obteve a unanimidade dos brasileiros em torno do seu nome, superando até Jesus Cristo ou outras celebridades menores que jamais conseguiram livrar-se de alguma oposição...
Sim, faltam apenas 16%! Mas eu tenho uma péssima notícia a dar a seu hipertrofiado ego: pode tirar o cavalinho da chuva, cumpanhero, porque de 99,9999995% você não passa.
Como você não é muito chegado em Aritmética, exceto nos cálculos rudimentares dos percentuais sobre os orçamentos dos ministérios que você entrega aos partidos que constituem sua base de sustentação no Congresso, explico melhor: o Brasil tem 200.000.000 de habitantes, um dos quais sou eu. Represento, portanto, 1 em 200 milhões, ou seja, 0,0000005% enquanto os demais brasileiros totalizam os restantes 99,9999995%. Estes, talvez, você terá, porque não há força neste ou em outros mundos, nem todo o dinheiro com que você tem comprado votos e apoios nos aterros sanitários da política brasileira, não há, repito, força capaz de mudar minha convicção de que você foi o pior dentre todos os presidentes que tive a infelicidade de ver comandando o Brasil em meus 65 anos de vida.
E minha convicção fundamenta-se em um fato simples: desde minha adolescência, quando comecei a me dar conta das desgraças brasileira e a identificar suas causas, convenci-me de que na raiz de tudo está a mentalidade dominante no Brasil, essa mentalidade dos que valorizam a esperteza e o sucesso a qualquer custo; dos que detestam o trabalho e o estudo; dos que buscam o acesso ao patrimônio público para proveito pessoal; dos que almejam os cabides de emprego, as sinecuras e os cargos fantasmas; dos que criam infindáveis dinastias nepotistas nos órgãos públicos; dos que desprezam a justiça desde que a injustiça lhes seja vantajosa; dos que enriquecem através dos negócios sujos com o Estado; dos que vendem seus votos por uma camiseta, um sanduíche ou, como agora, uma bolsa família; dos que são de tal forma ignorantes e alienados que se deixam iludir pelas prostitutas da política  e beijam-lhes as mãos por receber de volta algumas migalhas do muito que lhes vem sendo roubado desde as origens dos tempos; dos que são incapazes de discernir, comover-se e indignar-se diante de infâmias.
Antes e depois de mim, muitos outros brasileiros, incomparavelmente melhores e mais lúcidos, chegaram à mesma conclusão e, embora sejamos minoria, sinto-me feliz e honrado por estar ao lado de Rui Barbosa. Já ouviu falar nele? Como você nunca lê, eu quase iria sugerir-lhe que você pedisse a algum dos seus in contáveis assessores que lhe falasse alguma coisa sobre a Oração aos Moços... Mas, esqueça... Se você souber o que ele, em 1922, disse de políticos como você e dos que fazem parte de sua base de sustentação, terá azia até o final da vida.
Pense a maioria o que quiser, diga a maioria o que disser, não mudarei minha convicção de que este País só deixará de ser o que é – uma terra onde as riquezas produzidas pelo suor da parte honesta e trabalhadora é saqueada pelos parasitas do Estado e pelos ladrões privados eternamente impunes – quando a mentalidade da população e de seus representantes for profundamente mudada. Mudada pela educação, pela perseverança, pela punição aos maus, pela recompensa aos bons, pelo exemplo dos governantes. E você Lula, teve uma oportunidade única de dar início à mudança dessa mentalidade, embalado que estava com uma vitória popular que poderia fazer com que o Congresso se curvasse diante de sua autoridade moral, se você a tivesse. Você teve a oportunidade de tornar-se nossa tão esperada âncora moral, esta sim, nunca antes vista nesse País. Mas não, você preferiu o caminho mais fácil e batido das práticas populistas e coronelistas de sempre, da compra de tudo e de todos. Infelizmente para o Brasil, mas felizmente para os objetivos pessoais seus e de seu grupo, você estava certo: para que se esforçar, escorado apenas em princípios de decência, se muito mais rápido e eficiente é comprar o que for necessário, nesta terra onde quase tudo está à venda?
Eu não o considero inteligente, no nobre sentido da palavra, porque uma pessoa verdadeiramente inteligente, depois de chegar onde você chegou, partindo de onde você partiu, não chafurdaria nesse lamaçal em  que você e sua malta alegremente surfam, nem se entregaria a seu permanente êxtase de vaidade e autoidolatria. Mas reconheço em você uma esperteza excepcional: nunca antes nesse País um presidente explorou tão bem, em proveito próprio e de seu bando, as piores qualidades da massa brasileira e de seus representantes. Esse é seu legado maior, e de longa duração: o de haver escancarado a lúgubre realidade de que o Brasil continua o mesmo que Darwin encontrou quando passou por essas plagas em 1832 e anotou em seu diário: “Aqui todos são subornáveis”. Você destruiu as ilusões de quem achava que havíamos evoluído em nossa mentalidade e matou as esperanças dos que ainda acreditavam poder ver o Brasil decente antes de morrer.
Você não inventou a corrupção brasileira, mas fez dela um maquiavélico instrumento de poder, tornando-a generalizada e fazendo permear até os últimos níveis da administração. O Brasil, sob você, vive um quadro que em medicina se chamaria de septicemia[1] corruptiva. Peça ao Marco Aurélio para lhe explicar o que é isso. Você é o sonho de consumo da banda podre desse País, o exemplo que os funcionários corruptos do Brasil sempre esperaram para poder dar, sem temores, plena vazão a seus instintos.
Você faz da mentira e da demagogia seu principal veículo de comunicação com a massa. A propósito, o que é que você sente, todos os dias, ao olhar-se no espelho e lembrar-se do que diz nos palanques? Você sente orgulho em subestimar a inteligência da maioria e ver que vale a pena?
Você mentiu quando disse haver recebido como herança maldita a política econômica de seu antecessor, a mesma política que você manteve integralmente e que fez a economia brasileira prosperar. Você mentiu ao dizer que não sabia do mensalão; mentiu quando disse que seu filho enriqueceu através do trabalho; mentiu sobre os milhões que a Ong 13, e sua filha, recebeu sem prestar contas; mentiu ao afastar Dirceu, Palocci, Gushiken e outros companheiros pegos em flagrante; mente quando, para cada platéia, fala coisas diferentes, escolhidas sob medida para agradá-las; mentiu, mente e mentirá em qualquer situação que lhe convenha.
Por falar em Ongs, você comprou a esquerda festiva, aquela que odeia o trabalho e vive do trabalho de outros, dando-lhe bilhões de reais através de Ongs que nada fazem, a não ser refestelar-se em dinheiro público, viajar, acampar, discursar contra os exploradores do povo e desperdiçar os recursos, que tanta falta fazem aos hospitais.
Você não moveu uma palha, em seis anos de presidência, para modificar as leis odiosas que protegem criminosos de todos os tipos neste País sedento de justiça e encharcado pelas lágrimas dos familiares de tantas vítimas. Jamais sua base no Congresso preocupou-se em fechar ao menos as mais gritantes brechas legais pelas quais os criminosos endinheirados conseguem sempre permanecer impunes, rindo-se de todos nós. Ao contrário, o Supremo, onde você tem grande influência, por haver indicado um bom número de Ministros, acaba de julgar que mesmo os condenados em segunda instância podem permanecer em liberdade, até que todas as apelações, recursos e embargos sejam julgados, o que, no Brasil leva décadas. Isso significa, em poucas palavras, que os criminosos com dinheiro suficiente para pagar os famosos e caros criminalistas brasileiros podem dormir sossegados, porque jamais irão para a cadeia. Estivesse o Supremo julgando algo que interessasse ao seu grupo ou a suas inclinações ideológicas, certamente você teria se empenhado de corpo e alma.
Aliás, Lula, você nunca teve idéias, apenas ambições. Você jamais foi inspirado por qualquer anseio de Justiça. Todas as suas ações, ao longo da vida, foram motivadas por rancores, invejas, sede pessoal de poder e irrefreável necessidade de ser adorado e ter seu ego adulado. Seu desprezo por aquilo que as pessoas honradas consideram Justiça manifesta-se o tempo todo: quando você celeremente despachou para Cuba alguns pobres desertores que aqui buscavam a liberdade; quando você deu asilo a assassinos terroristas da esquerda radical; quando você se aliou à escória do Congresso. Aquela mesma contra quem você vociferava no passado; quando concedeu aumentos nababescos a categorias de funcionários públicos já regiamente pagos, às custas dos impostos arrancados do couro de quem trabalha arduamente e ganha pouco; quando você aumentou abusivamente as despesas de custeio, sabendo que pouquíssimo da arrecadação sobraria para o investimentos de que tanto carece a população; quando você despreza o mérito e privilegia o compadrio; e vai por ai...Justiça, ora a Justiça, é o que você pensa...
Você tem dividido a nação, jogando regiões contra regiões, classes contra classes e raças contra raças, para tirar proveito das desavenças que fomenta. Aliás, se você estivesse realmente interessado, como deveria, em dar aos pobres, negros e outros excluídos as mesmas oportunidades que têm os filhos dos ricos, teria se empenhado a fundo na melhoria da saúde e do ensino públicos. Mas você, no íntimo, despreza o ensino, a educação e a cultura, porque conseguiu tudo o que queria, mesmo sendo inculto e vulgar. Além disso, melhorar a educação toma um tempo enorme e dá muito trabalho, não é mesmo? E se há coisa que você e o Partido dos Trabalhadores definitivamente detestam é o trabalho; então, muito mais fácil é o atalho das cotas, mesmo que elas criem hostilidades entre as cores, que seus critérios sejam burlados o tempo todo e que filhos de negros milionários possam valer-se delas.
A imprensa faz-lhe pouca oposição porque você a calou, manipulando as verbas publicitárias, pressionando-a economicamente e perseguindo jornalistas. O que houve entre o BNDES e as redes de televisão? O que você mandou fazer a Arnaldo Jabor, a Boris Casoy, a Salete Lemos? Essa técnica de comprar e de perseguir é muito eficaz. Pablo Escobar usou-a com muito sucesso na Colômbia, quando dava a seus eventuais opositores as opções: “O plata; o plomo”. Peça ao Marco Aurélio para traduzir. Ele fala bem o Espanhol.
Você pode desdenhar tudo aquilo que aqui foi dito, como desdenha a todos que não o bajulem. Afinal, se você não é o maior estadista do planeta, se seu governo não é maravilhoso, como explicar também a popularidade? É fácil: políticos, sindicatos, imprensa, ONGs, movimentos sociais, funcionários públicos, miseráveis, todos estes você comprou com dinheiro, bolsas, cotas, cargos e medidas demagógicas. Muita gente que trabalha, mas desconhece o que se passa nas entranhas de seu governo, satisfaz-se com o pouco mais de dinheiro que passou a ganhar. Tudo, então, pode se resumir ao dinheiro, e grande parte da população parece estar disposta a ignorar os princípios da honradez e da honestidade e a relevar as mentiras, a corrupção, os desperdícios, os abusos e as injustiças que marcam seu governo em troca do prato de lentilhas da melhoria econômica.
É esse, em síntese, o retrato do Brasil de hoje... E, como se diz na França, “l’argent n’est tout que dans lês siècles ou lês hommes no sont rien”. Você não entendeu, não é mesmo? Então pergunte à Marta. Ela adora Paris e há um bom tempo estamos sustentando seu gigolô franco-argentino...

Escrito por anônimo em 2006, acatado e endossado por mim
Carlos Mendes




[1] Sangue envenenado

sexta-feira, 14 de março de 2014

Brasileiro: Cuidado! Sua Pátria pode estar prestes a fazer de você um joguete político

O que acontecerá a partir do próximo ano no Brasil?

Pronunciamentos de Chefes Militares Brasileiros sobre o avanço da ideologia comunista dentro do governo petista

Leia alguns pronunciamentos de nossos Grandes Chefes Militares, seguindo os links abaixo:

Procure ler os jornalistas democrátas: 

*Olavo de Carvalho,
                        * Alexandre Garcia

E nossos Chefes MIlitares:

 http://www.brasilacimadetudo.com.br/audazes-comandantes/

Este site também o levará a outras patentes de nosso exército.leia-os!

Procure outros pronunciamentosjunto aos nossos militares que têm ideologia democrática e nacionalista.

Não bobeie. Teu filho, e toda atua descendência, podem lamentar pelo resto de suas vidas!

Informe-se! Atualize-se! Especialmente se você tem menos de 20 anos, ou se não teve oportunidade de conhecer de fato a política brasileira dos anos 50 em diante!

VEJA ALGUNS LINKS QUE VOCÊ PODE CONSULTAR NA INTENETE, E REMETER AOS SEUS AMIGOS:

http://homemculto.com/2009/03/31a-revolu-de-31-de-mar-de-1964/

http://br.yhs4.search.yahoo.com/yhs/search?hspart=Babylon&hsimp=yhs-004&type=br112dm31bs03af10588&p=O%20QUE%20FOI%2031%20DE%20MAR%C3%87O%20DE%201964

Pesquise principalmente nossos grandes chefes-militares não envolvidos com os chefes políticos do PT.
Informe-se, e v ocê poderá evitar uma grande catástrofe política aqui no Brasil.


Pesquisador, incomodado com as notícias que lhe vêm chagando,
Carlos Mendes.
Escritor, poeta, ex-colunista de jornais de circulação diária no Gde.ABCD



quinta-feira, 13 de março de 2014

LINHAS POÉTICAD


ALTAS HORAS
Por: Carlos Mendes


É madrugada e eu aqui acordado,
Embora o sono me peça o descanso.
Então sofro essa falta por estranha vigília,
cruel azorrague a mim aplicado,
 Que me impede do repouso  sentir o avanço


quinta-feira, 6 de março de 2014

CRÔNICA

Notícias de Jornal
Carlos Mendes

              Transformações chegam sempre atrasadas para quem se acomoda em estado imutável.
           Já os apressados são contagiados pela velocidade, pois não concedem tempo ao tempo do modernismo manifestar-se, pelo que procuram diariamente nas notícias de jornais o que amanhã será o devir do que ontem aconteceu.
                Menos tensos são os que “vivem a ler novelas, descuidados no vestir”1
              Este terceiro grupo não consegue notar a presença do modernismo, senão depois que os seus usos e costumes caducaram, pois, naturalmente, faltaria aos seus significativos a noção dos novos alvos que a frente se apresentaram e que poderiam alcançar, se os percebessem.
               Notícias de jornal são tratadas diferentemente por cada um dos grupos acima mencionados.
            Para os apressados, as notícias se tornarão rapidamente perecíveis, se o que conheceram ontem volta hoje a circular.
            Os menos tensos perenizam relativamente mais as notícias de jornais. São como os poetas e artistas, que preservam o belo e os pensamentos doutrinários do vasto saber humano no presente, pois não descartam o que podem, amanhã, transformar em criações que despertem novas sensibilidades estéticas, muitas vezes somadas à criações de estudiosos de outras áreas. São os que desprezam o tempo na busca do novo!
         E os pensadores? Estes dominam como ninguém o “in fieri”² dos ciclos históricos e  toda a produção do novo, nas voltas sobre antigas formas do pensar o homem, a vida e o mundo.

(1)”vivia a ler novelas, descuidada no vestir" (Bessa Luís, SF, 102);
(2) Em devir (D. Im Werden), em vias de transformação. Diz-se daquilo culo pensamento envolve uma alteraçãp contínua. Os escolásticos diziam no mesmo sentido  (GOCLENIOS, V a, 226B)


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Crônica

O que remiria minh’alma

                 Carlos Mendes

Os viventes no auriverde torrão alienaram o que não podiam deixar escapar.
Ao falar assim eu penso em um bem significante e com tanta clareza esquadrinho o seu alto valor, que “se não o vejo e o espírito o afigura”(1) conformar-me não posso com os olhares postos nas dedicações estranhas ao meu preferido interesse.
Aurifulgente pepita de quilate inexcedível é a honra. E que outra virtude a excederá?
Mais pareço um desvairado ao ver, inconformado, o que acontece com as preferências do meu povo brasileiro. Ele ama-se acima da estima de um patriota pela sua nação. Faz de ventos sua azenha; está sempre “no mundo da lua”, enlouquecido pela inútil fama pessoal, alienação e angústia girando como calidoscópio num visor de fama pessoal, que tirado do olho atento aos movimentos dos desprezíveis vidrinhos produzindo brilhos coloridos como se safira fossem, nada mais deixam à vista senão a realidade de um tubo enganador.
O que redimiria a minha alma, devolvendo-lhe as antigas querências, pois, como gado doméstico eu permaneci prazerosamente sob boas tutelas paternais? A vida boa familiar se apegava ao sentimento anunciado nas capas dos cadernos escolares onde pela primeira vez eu li: “a pátria é a família amplificada” (2), frase que testemunhava das amizades com os vizinhos sentados em bancos postos juntos às cercas fronteiriças das propriedades e para onde se achegavam os visinhos, às vezes da quadra inteira. Naqueles bancos comunais arranjados com alegria por quem à rua aparecia primeiro, sentavam-se visinhos doutores, pedreiros, motorneiros, funcionários públicos!...
Essa gente antiga devia agora ressurgir para levar-nos em passeata até os palácios dos poderosos, que poder receberam dos nossos votos. Dona Prazeres, certamente levaria consigo a sua vassoura de palha e a meteria nos fundilhos dos ladrões que roubam o erário e envilecem a nossa estremecida pátria.
Ela não ficaria apenas falando bonito, o quem nem sabia fazer. Mas a sua vassoura muitas vezes falou mais eloquentemente do que todos os famosos discursos dos empolados oradores de hoje, fustigando com ela os fundilhos dos filhos malandros, que com este expediente de mãe responsável aprenderam a ir no horário para as escolas e, mais tarde, para o trabalho de onde tiravam o sustento digno para suas próprias famílias.
Caminhar sobranceiramente é nosso dever, pois a gloria pessoal redunda no fastio de nós mesmos. E perto estamos de nos enojarmos de nós mesmos, pois há muitos com injustificável poder a humilhar-nos até a infamante condição de escravos.
Antes preferisse à fama passageira do assinar reportagens ocas, o caminhar nobremente junto a outros, tangidos como eu pelo ideal da entrega cega, olhos tapados para o promíscuo luxo da fama e do reconhecimento de valores individuais.
(1)Manuel Bandeira
(2) Rui Barbosa
  


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

ARTIGO: ACORDA BRASIL

Vamos evitar que o Brasil assuma Cuba e Venezuela, ou não?!


Reflexões de um contra-revolucionário

Réquiem aos inocentes úteis
Carlos Mendes

Pequeno Dossiê
BRASIL
Anos de Chumbo
Segundo escreveu o amigo Walter, passando-me a matéria abaixo, que “circulou numa revista de pouca circulação”; uma ironia, com certeza, pois há um “lay-out” da Revista Abril e citações de publicações em jornais nacionais de grande circulação:
“Quando na sexta-feira 13 de dezembro de 1968, o presidente Costa e Silva aprovou o Ato Institucional número 5, acabando com o que restava dos direitos civis e dando carta branca à repressão, muitos jovens ganharam o motivo que lhes faltava para pegar em armas. “A partir desse momento a luta armada se apresentou como uma alternativa razoável” afirma a historiadora Beatriz Kusbnir, diretora do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. “O golpe de 64 me despertou para a política. E o AI-5 me levou pra a luta armada”, resume o fotógrafo carioca Paulo Jabur, que entrou para o MR-8 em 1969.”
No Brasil formou-se um divisor de águas entre os ideais gramscistas e o da democratização do país, isto ante um desafinado contraponto revolucionário inspirado por “Sierra Maestra”, este, “acabando” por apaixonar os seguidores do psicopata Jânio Quadros e o seu vice, João Goulart.
Esse divisor, para mim, apresentou-se com clareza meridiana, pois há uma experiência pessoal que vivi entre 1955 a 59, que em 1998 ganhou algumas páginas no capítulo V de minha auto-biografia romanesca: “Bacia do Macuco”, capítulo que recebeu o título: “O quebra cabeça”. E esta experiência pode ser entendida como um “insight” igual ao que ocorre na experiência psicanalítica. Algo que, estando tão somente a nível inconsciente na mente, especuladora e sofredora enquanto não iluminada pelo fato inquietante que nela flutua, incognoscível, com seus contornos quase indefinidos querendo revelar-lhe a forma.
Esse penetrante, incitante e inquietante desafio eu passei para os leitores da autobiografia que escrevi (ainda disponível economicamente em caderno grampeado).
O insight trouxe-me grande ganho psicológico, pois me ajudou a compreender, creio que tão bem quanto o insigne Castelo Branco e seus aliados ideológicos, entre eles o grande mineiro e democrata Juscelino Kubitchek, onde nos levaria as inflamadas preferências de Jango, manipulador de elos nos discursos de líderes sindicalistas da classe trabalhista, todos, à época, inspirados por Sierra Maestra. Milhares, senão milhões de circulares entravam no Brasil principalmente pelos portos de Santos e do Rio, vendo-os eu, pessoalmente, serem distribuídos entre os petroleiros e petroquímicos, em Cubatão. Essas distribuições, e os discursos concorrentes para o mesmo fim: “Revolução Comunista” eram instrumentos insufladores distribuídos e discursados pelas agremiações sindicais surgidas em função dos poderosos nichos de trabalhadores especializados que os setores automobilístico e petrolífero exigiram nas décadas de 50 e 60.
Afirmo em função destes fatos históricos, que vivi pessoalmente entre uns poucos milhares de técnicos-químico-  operacionais especializados, tendo eu pertencido ao primeiro quadro dos que colocaram em funcionamento a Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, primeira a entrar em funcionamento no Brasil, em 1955.
 Afirmo também, que já existiam estratégias muito bem planejadas por líderes comunistas preparados para alinharem, à nível de confederações, a união desses novos e promissores setores da economia brasileira, como planejamento do golpe comunista-castrista no Brasil, a partir de Cubatão e capital do Rio.
Em Cubatão, coube-me proclamar, e liderar em 57/8, uma justíssima greve geral entre os petroquímicos, primeira centelha reativa do golpe de 64, afirmo-o com toda segurança.    
 Juntando-se a tudo isto, alinharam-se ainda militares das classes subalternas, que em 1964 encamparam os ideais daqueles novos líderes sindicais, fortalecendo, assim, a persuasão ao engajamento das forças políticas dos fautores da ideologia comunista no Brasil.
Mas os atores do romanesco Fidel, autor de um tema ultrapassado, que só o insano de “Sierra Maestra” quis continuar reapresentando, isto já às vésperas de a Rússia tirá-la de cena. Mas essa peça surrada, sem outro público para assisti-la senão os que lá em Cuba eram obrigados a exaltá-la apaixonadamente por Castro, tinha como expectadores alguns brasileiros bem medíocres como expectadores nesse palco burlesco chamado Brasil, e nós vimos nas décadas subseqüentes a de 64 a reapresentação dessa peça de mau-gosto, e surrada, ser repetida sob inspiração gramcista, a cuja representação juntou-se posteriormente o palhaço que o público do “circo Brasil” elegeu por duas vezes para presidir nosso país.
Duas décadas depois, a frustrada reivindicação de 64, ganhou palcos para representação do que então viraria uma retumbante “palhaçada”: Sindicatos de Classes Operárias que, em função do real desejo de seu “palhaço-mor”, jogou dezenas de milhares de seus adeptos nas piores periferias do Grande São Paulo! Perderam as lindas residências no ABC para cobrirem as perdas dos grandes salários, os quais foram conseguidos como massa de manobra entre o Lula e os capitães das empresas, que precisavam urgentemente fazer suas multinacionais entrarem na era do CQT.[1]
Mas o palhaço também era um patife, Ele negociou greves com os competentes diretores das multinacionais da Via Anchieta e de todo o Grande ABC.
A truta, que ambas as partes (empresários e pelego de ambição desmedida) ganhariam para dar ensejo à custosa dispensa de grande quantidade de mão-de-obra especializada para as empresas entrarem na era do CQT, que ofereceria às empresas elevadas performances de produtividade que poderia em breve tempo chegar a trezentas vezes mais e, ainda, uma fantástica diminuição nos gastos fixos relativos aos altos salários das dezenas de milhares de funcionários especializados demitidos, só na Volkswagen.
Ganhou o Lula, que embolsou considerável fortuna para si e párea o PT nas negociações das dispensas dos operários especializados. Ganharam as empresas, cujos capitães sorriam a larga com o formidável ganho do CQT[2] vendo os bobões aduladores dele, ufanoso “grande líder”, que aproveitava a ”nova era” para, outra vez, enriquecer e fortalecer-se politicamente, até ganhar seu primeiro pleito a Presidente da República brasileira.
Inaugurava-se a era do PT, com apresentações ao vivo por redes de televisão, explorando o ganho da popularidade que a Grande Mídia oferece.
Essa massa difusa, hipócrita e insensata que hoje dá ibope a quem interessará? O tão propalado “mensalão” é como “trocados” em função do que vocês: enganados e expoliados perderam e nos fazem perder.
Diríeis que ganhou o parque industrial, que enriqueceu-se, ensejando a riqueza nacional... Pois sim! Não vês, ó cego petista que o teu país continua essencialmente sendo sustentado por uma economia quase que essencialmente agrícola?
És cego para ver quem enriquece? Não sentes em tua própria pele (e na dos teus filhos) que tu e teus irmãos empobrecem sempre mais?
Não és capaz de ver que até mesmo os Estados Brasileiros do sul, que sempre sustentaram a nossa nação, empobrecem?
É burro, ou demônio como os teus líderes petistas?!...
Pusestes a batuta do nosso país nas mãos de um “cachaceiro”! Não tenho nada contra os viciados em cachaça, desde que não se metam a querer governar o que quer que seja. Se tu fores um cachaceiro, apesar de seres  “cara” com estudo, com honestidade me diz, estando tu embriagado: Podes dirigir se quer um carro? E o que me dizes: “Uma nação” com 200 milhões de habitantes?! Achas mesmo que foi o Lula o governo do teu país? Te digo, foram os malditos “mensaleiros”: o safado do Dirceu e outros da estirpe dele que governaram. Governaram inclusive o Lula!
Não és capaz de calcular o mal que fizeste a ti, a teus filhos, mulher ao te apaixonares por um político safado, que com oito anos de trabalho na Volks deixou o torno corta seu dedinho mindinho, pois a lei trabalhista lhe garantia aposentadoria integral por invalidez! Invalidez! Por um dedinho cortado!
Aos meus 82, começo a ser prejudicado, isto depois de uma longa carreira como empresário, que pagou impostos, aposentou a muitos, como eu, só que, como eu, estão vendo suas aposentadorias, ganhas por longos anos de trabalho (eu aposentei com mais de 40 anos de trabalho), não representarem quase nada em relação ao valor original
Quiseram, recentemente, trazer de volta ao palco as apresentações aterrorizadoras da peça comunista que inspira temor, quando tentaram montar a peça gramscista. Mas se ainda não vimos sua apresentação acabada, por outro lado continua sem ser conhecida a peça democrática, que tantos deleites libertários derramam sobre povos protegidos por esse sistema de governo ideal, se construído por povo e governo leais a seus preceitos.
Ligando eras políticas da década que se seguiu a partir de 1955, vimos os adolescentes daqui preparados ao engajamento na militância comunista. A pregação dos grandes líderes sindicais, devidamente catequizados por “Sierra Maestra”, infiltrou o discurso castrista como uma contra-cultura política nos costumes civis dos nossos jovens, incitando-os a uma contra revolução comunista, acintosa posição que, dez anos mais tarde  tentava impor-se contrariamente ao golpe militar de 64, que Sierra Maestra sabia, sim, ser mortal aos sonhos de expansão de sua frágil doutrina onde a esquerda - mais um ponto divergente da doutrina capitalista de Fulgêncio Batista do que uma noção sábia para a necessária reforma política do sistema -, certamente não totalmente recomendável ao nível de uma boa convivência democrática.
Assim, muitos dos nossos jovens se perderam para os ideais de liberdade ao se engajarem numa ideologia totalitária. Cruel paradoxo!...
Réquiem a estes inocentes úteis, que sem saída possível depois do engajamento, foram ceifados ainda jovens pelo confronto armado contra outra ideologia totalitária pós-castelista, a qual se justificava pela necessidade de um contraponto impositivo, que nada tinha a ver com a questão: Comunismo ou Democracia.
Carlos Mendes
Escritor e poeta; ex-colunista dos jornais “Correio do ABC(1996/97) e da seção cultural dos Sete Jornais de Bairro em Mauá(1997/98). No ano 2.000, escreveu a apresentação ao projeto “O Brasil e a Mídia”, que o MINC colocou na Galeria NO  TREE, em Berlim.    



[1] Você, petralha, não sabe o que é? Procura um mestre da FAAP que ele te conta! Não duvido que depois de saberes continues PTista! Tua paixão embota o teu entendimento, e o teu país vai pra m...
[2] CQT – Controle de Qualidade Total.