quinta-feira, 21 de março de 2013

Depredação cultural




O casarão constituiu-se minha primeira visão valorizadora à cidade de Ribeirão Pires, onde fui residir em 1960 para assumir meu primeiro cargo importante na carreira de técnico petroquímico.
E tão profundo foi o impacto cultural que dele eu recebi, que cerca de trinta e oito anos depois coloquei-o como residência do doutor Santelo, personagem central do romance “Sociedade da boa forma”, que espero seja publicado ainda este ano, ou  no ano que vem, pois o brasileiro nestes últimos 12 anos está se ocupando muito pouco em atividades literárias. Com o título original: “Os Pregantes “, o romance foi registrado na Biblioteca Nacional sob número 356.267—Livro 657—Folha 426

Além de servir-me do casarão como palco principal do romance, dediquei-lhe, ainda, o Soneto acima.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Vocês vieram fazer isto aqui, ó corja!!!

LEIAM!
O petismo fazendo “das suas” em nossa Terra da Garoa, e gente boa... agora nem tanto!...

O meu amigo José Nivaldo Gomes Cordeiro enviou-me um link de matéria publicada hoje no Estadão. Leiam! É mais uma das miríades de sujeiras petistas. E esta foi plantada bem no coração de São Paulo, nesta nova era petista a governar nossa capital. Será que nem daqui conseguiremos expulsar esta corja?
Carlos Mendes.
Abram o citado link, e leiam

sábado, 16 de março de 2013

Artigo parenético


Excelência,

       Os homens de Holywood têm atitudes bem contraditórias. Certamente o senhor se lembrará da frase do personagem Bem Hur, filme do mesmo nome, e antes que me pergunte qual a frase, me permita dizer que ela foi pronunciada na cena onde o Messala,  temível e arrogante chefe do exército romano na Judéia, tenta convencer o Bem Hur a denunciar os seus compatriotas, ressentidos contra o domínio despótico de Roma. Ultrajado com a proposta, Bem Hur responde que Roma é um insulto perante Deus e que na sua queda ecoará um clamor jamais dantes ouvido.
Às vezes fico tão indignado quanto o Bem Hur, excelência, pois os Messalas de agora certamente agem sob inspiração superior. Veja, excelência, os homens de Holywood: representam com competência os seus desprezos pelas figuras dos cézares, mas agem pior do que eles na atualidade. E essa ostentosa jactância, excelência, me lembra um outro filme onde o personagem é O Cid, vivido pelo mesmo ator que representou o Bem Hur. O pai do Cid fora humilhado ante todos os súditos do  rei de Espanha ao receber  na face um açoite da pesada luva do campeão do rei, que também era o pai da donzela prometida em casamento ao El Cid. Buscando reparo perante o ofensor, este Cid recebe do futuro sogro resposta humilhante: “Vá embora, Rodrigo, pois ninguém o desprezará por não enfrentar o próprio campeão do rei”. Com  a espada já desembainhada El Cid lhe responde: “Pode um homem viver sem honra?”
Contam-se muitas histórias sobre os grandes heróis, que nem sempre o foram como querem as lendas fazer crer. Mas eu creio na veracidade da história contada pelos  homens de Holywood, sobre Jesus, excelência. Isto lhe parecerá outro paradoxo da parte deles?
Estou entre os que crêem que o poder para bem governar um povo tem tudo a ver com o que os árabes chamam de “Temor reverente a Deus”, referindo-se a Alá. Mas, quem honra a Deus também honra o seu próximo. E esta segunda exigência não é obedecida por nenhum dos dois povos, e agora se vê menosprezada ao extremo entre nos, brasileiros, por uma esmagadora maioria de gente esnobe a considerar infantilidade a crença no homem de Nazaré e sua investidura divinal como Salvador do homem, que a Bíblia revela ser  coroa da criação de Deus, gerado pelo próprio sopro de seu Criador transmitindo-lhe sua própria essência vital, seja, seu próprio Espírito soprado nas narinas da argamassa antes modelada com extremo amor.
Desculpe, excelência, se dirijo aos seus ilustres ouvidos palavras estranhas que vão além da política, ciência exigente em aplicações esforçadas para dominar-lhes os cânones constitutivos.

Carlos Mendes.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Aos cancioneiros evangélicos


























Faça um arranjo para "bossaNova", compasso binário ao estilo dolente da interpretação de João Gilberto.
Leve para sua igreja adorar a Deus com uma interpretação espiritual neste grande estilo de jazz brasileiro
que conquistou o mundo. Para conquistar almas para Cristo, óbvio!

NOTA: Os (:), que indica repetição da mesma linha melódica (óbviamente com nova letra), foram perdidos. Como interpretar: 1a. e 2a. Linha de cada pentagrama superior ao da estrofe; estrofe; 3a. e 4a. linha superior e a estrofe. repetindo o mesmo com os pentagramas abaixo. Dúvidas? Ligue para o autor: (11) 4825-6702.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Blog LogosNews recomenda: Acesse o link e leia


! "O verdadeiro caráter de Lula"

Uma dissecação precisa sobre caráter e personalidade do Lul


A CAMINHO DOS 99,9999995

Há poucos dias, a imprensa anunciou amplamente que, segundo as últimas pesquisas de opinião, Lula bateu de novo seus recordes de popularidade e chegou a 84% de avaliação positiva. É, realmente, algo “nunca visto nesse país” e eu fiquei me perguntando o que poderemos esperar das próximas consultas populares.
Lembro-me de que quando o Lula chegou aos 70% achei que ele jamais bateria Hitler, a quem, em seu auge, a cultíssima Alemanha chegara a conceder 82% de aprovação. Mas eu estava enganado; nosso operário presidente já deixou para trás o psicopata de bigodinho e hoje só deve estar perdendo para Fidel Castro e para aquele tiranete caricato da Coréia do Norte, cujo nome jamais me interessei em guardar. Mas lula tem uma vantagem sobre os dois ditadores: aqui as pesquisas refletem verdadeiramente o que o povo pensa, enquanto em Cuba e na Coréia do Norte as pesquisas de opinião lembram o que se dizia dos plebiscitos portugueses durante a ditadura lusitana: SIM, Salazar fica; NÃO, Salazar não sai; brancos e nulos sendo contados a favor do governo... (Quem nunca ouviu falar em Salazar, por favor, pergunte a um parente com mais de 60 anos).
Portanto, a popularidade de Lula ainda “tem espaço” para crescer, para empregar essa expressão surrada e pedante, mas adorada pelos economistas. E faltam apenas cerca de 16% para que o Lula possa, com suas habituais presunções e imodéstia, anunciar ao mundo que obteve a unanimidade dos brasileiros em torno do seu nome, superando até Jesus Cristo ou outras celebridades menores que jamais conseguiram livrar-se de alguma oposição...
Sim, faltam apenas 16% mas eu tenho uma péssima notícia a dar a seu hipertrofiado ego: pode tirar o cavalinho da chuva, cumpanhero, porque de 99,9999995% você não passa.
Como você não é muito chegado em Aritmética, exceto nos cálculos rudimentares dos percentuais sobre os orçamentos dos ministérios que você entrega aos partidos que constituem sua base de sustentação no Congresso, explico melhor: o Brasil tem 200.000.000 de habitantes, um dos quais sou eu. Represento, portanto, 1 em 200 milhões, ou seja, 0,0000005% enquanto os demais brasileiros totalizam os restantes 99,9999995%. Estes, talvez, você terá, porque não há força neste ou em outros mundos, nem todo o dinheiro com que você tem comprado votos e apoios nos aterros sanitários da política brasileira, não há, repito, força capaz de mudar minha convicção de que você foi o pior dentre todos os presidentes que tive a infelicidade de ver comandando o Brasil em meus 65 anos de vida.
E minha convicção fundamenta-se em um fato simples: desde minha adolescência, quando comecei a me dar conta das desgraças brasileira e a identificar suas causas, convenci-me de que na raiz de tudo está a mentalidade dominante no Brasil, essa mentalidade dos que valorizam a esperteza e o sucesso a qualquer custo; dos que detestam o trabalho e o estudo; dos que buscam o acesso ao patrimônio público para proveito pessoal; dos que almejam os cabides de emprego, as sinecuras e os cargos fantasmas; dos que criam infindáveis dinastias nepotistas nos órgãos públicos; dos que desprezam a justiça desde que a injustiça lhes seja vantajosa; dos que enriquecem através dos negócios sujos com o Estado; dos que vendem seus votos por uma camiseta, um sanduíche ou, como agora, uma bolsa família; dos que são de tal forma ignorantes e alienados que se deixam iludir pelas prostitutas da política  e beijam-lhes as mãos por receber de volta algumas migalhas do muito que lhes vem sendo roubado desde as origens dos tempos; dos que são incapazes de discernir, comover-se e indignar-se diante de infâmias.
Antes e depois de mim, muitos outros brasileiros, incomparavelmente melhores e mais lúcidos, chegaram à mesma conclusão e, embora sejamos minoria, sinto-me feliz e honrado por estar ao lado de Rui Barbosa. Já ouviu falar nele? Como você nunca lê, eu quase iria sugerir-lhe que você pedisse a algum dos seus in contáveis assessores que lhe falasse alguma coisa sobre a Oração aos Moços... Mas, esqueça... Se você souber o que ele, em 1922, disse de políticos como você e dos que fazem parte de sua base de sustentação, terá azia até o final da vida.
Pense a maioria o que quiser, diga a maioria o que disser, não mudarei minha convicção de que este País só deixará de ser o que é – uma terra onde as riquezas produzidas pelo suor da parte honesta e trabalhadora é saqueada pelos parasitas do Estado e pelos ladrões privados eternamente impunes – quando a mentalidade da população e de seus representantes for profundamente mudada. Mudada apela educação, pela perseverança, pela punição aos maus, pela recompensa aos bons, pelo exemplo dos governantes. E você Lula, teve uma oportunidade única de dar início à mudança dessa mentalidade, embalado que estava com uma vitória popular que poderia fazer com que o Congresso se curvasse diante de sua autoridade moral, se você a tivesse. Você teve a oportunidade de tornar-se nossa tão esperada âncora moral, esta sim, nunca antes vista nesse País. Mas não, você preferiu o caminho mais fácil e batido das práticas populistas e coronelistas de sempre, da compra de tudo e de todos. Infelizmente para o Brasil, mas felizmente para os objetivos pessoais seus e de seu grupo, você estava certo: para que se esforçar, escorado apenas em princípios de decência, se muito mais rápido e eficiente é comprar o que for necessário, nesta terra onde quase tudo está à venda?
Eu não o considero inteligente, no nobre sentido da palavra, porque uma pessoa verdadeiramente inteligente, depois de chegar onde você chegou, partindo de onde você partiu, não chafurdaria nesse lamaçal em  que você e sua malta alegremente surfam, nem se entregaria a seu permanente êxtase de vaidade e autoidolatria. Mas reconheço em você uma esperteza excepcional: nunca antes nesse País um presidente explorou tão bem, em proveito próprio e de seu bando, as piores qualidades da massa brasileira e de seus representantes. Esse é seu legado maior, e de longa duração: o de haver escancarado a lúgubre realidade de que o Brasil continua o mesmo que Darwin encontrou quando passou por essas plagas em 1832 e anotou em seu diário: “Aqui todos são subornáveis”. Você destruiu as ilusões de quem achava que havíamos evoluído em nossa mentalidade e matou as esperanças dos que ainda acreditavam poder ver o Brasil decente antes de morrer.
Você não inventou a corrupção brasileira, mas fez dela um maquiavélico instrumento de poder, tornando-a generalizada e fazendo permear até os últimos níveis da administração. O Brasil, sob você, vive um quadro que em medicina se chamaria de septicemia** corruptiva. Peça ao Marco Aurélio para lhe explicar o que é isso. Você é o sonho de consumo da banda podre desse País, o exemplo que os funcionários corruptos do Brasil sempre esperaram para poder dar, sem temores, plena vazão a seus instintos.
Você faz da mentira e da demagogia seu principal veículo de comunicação com a massa. A propósito, o que é que você sente, todos os dias, ao olhar-se no espelho e lembrar-se do que diz nos palanques? Você sente orgulho em subestimar a inteligência da maioria e ver que vale a pena?
Você mentiu quando disse haver recebido como herança maldita a política econômica de seu antecessor, a mesma política que você manteve integralmente e que fez a economia brasileira prosperar. Você mentiu ao dizer que não sabia do mensalão; mentiu quando disse que seu filho enriqueceu através do trabalho; mentiu sobre os milhões que a Ong 13, e sua filha, recebeu sem prestar contas; mentiu ao afastar Dirceu, Palocci, Gushiken e outros companheiros pegos em flagrante; mente quando, para cada platéia, fala coisas diferentes, escolhidas sob medida para agradá-las; mentiu, mente e mentirá em qualquer situação que lhe convenha.
Por falar em Ongs, você comprou a esquerda festiva, aquela que odeia o trabalho e vive do trabalho de outros, dando-lhe bilhões de reais através de Ongs que nada fazem, a não ser refestelar-se em dinheiro público, viajar, acampar, discursar contra os exploradores do povo e desperdiçar os recursos, que tanta falta fazem aos hospitais.
Você não moveu uma palha, em seis anos de presidência, para modificar as leis odiosas que protegem criminosos de todos os tipos neste País sedento de justiça e encharcado pelas lágrimas dos familiares de tantas vítimas. Jamais sua base no Congresso preocupou-se em fechar ao menos as mais gritantes brechas legais pelas quais os criminosos endinheirados conseguem sempre permanecer impunes, rindo-se de todos nós.Ao contrário, o Supremo, onde você tem grande influência, por haver indicado um bom número de Ministros, acaba de julgar que mesmo os condenados em segunda instância podem permanecer em liberdade, até que todas as apelações, recursos e embargos sejam julgados, o que, no Brasil leva décadas. Isso significa, em poucas palavras, que os criminosos com dinheiro suficiente para pagar os famosos e caros criminalistas brasileiros podem dormir sossegados, porque jamais irão para a cadeia. Estivesse o Supremo julgando algo que interessasse ao seu grupo ou a suas inclinações ideológicas, certamente você teria se empenhado de corpo e alma.
Aliás, Lula, você nunca teve idéias, apenas ambições. Você jamais foi inspirado por qualquer anseio de Justiça. Todas as suas ações, ao longo da vida, foram motivadas por rancores, invejas, sede pessoal de poder e irrefreável necessidade de ser adorado e ter seu ego adulado. Seu desprezo por aquilo que as pessoas honradas consideram Justiça manifesta-se o tempo todo: quando você celeremente despachou para Cuba alguns pobres desertores que aqui buscavam a liberdade; quando você deu asilo a assassinos terroristas da esquerda radical; quando você se aliou à escória do Congresso. Aquela mesma contra quem você vociferava no passado; quando concedeu aumentos nababescos a categorias de funcionários públicos já regiamente pagos, às custas dos impostos arrancados do couro de quem trabalha arduamente e ganha pouco; quando você aumentou abusivamente as despesas de custeio, sabendo que pouquíssimo da arrecadação sobraria para o investimentos de que tanto carece a população; quando você despreza o mérito e privilegia o compadrio; e vai por ai...Justiça, ora a Justiça, é o que você pensa...
Você tem dividido a nação, jogando regiões contra regiões, classes contra classes e raças contra raças, para tirar proveito das desavenças que fomenta. Aliás, se você estivesse realmente interessado, como deveria, em dar aos pobres, negros e outros excluídos as mesmas oportunidades que têm os filhos dos ricos, teria se empenhado a fundo na melhoria da saúde e do ensino públicos. Mas você, no íntimo, despreza o ensino, a educação e a cultura, porque conseguiu tudo o que queria, mesmo sendo inculto e vulgar. Além disso, melhorar a educação toma um tempo enorme e dá muito trabalho, não é mesmo? E se há coisa que você e o Partido dos Trabalhadores definitivamente detestam é o trabalho; então, muito mais fácil é o atalho das cotas, mesmo que elas criem hostilidades entre as cores, que seus critérios sejam burlados o tempo todo e que filhos de negros milionários possam valer-se delas.
A imprensa faz-lhe pouca oposição porque você a calou, manipulando as verbas publicitárias, pressionando-a economicamente e perseguindo jornalistas. O que houve entre o BNDES e as redes de televisão? O que você mandou fazer a Arnaldo Jabor, a Boris Casoy, a Salete Lemos? Essa técnica de comprar e de perseguir é muito eficaz. Pablo Escobar usou-a com muito sucesso na Colômbia, quando dava a seus eventuais opositores as opções: “O plata; o plomo”. Peça ao Marco Aurélio para traduzir. Ele fala bem o Espanhol.
Você pode desdenhar tudo aquilo que aqui foi dito, como desdenha a todos que não o bajulem. Afinal, se você não é o maior estadista do planeta, se seu governo não é maravilhoso, como explicar também a popularidade? É fácil: políticos, sindicatos, imprensa, ONGs, movimentos sociais, funcionários públicos, miseráveis, todos estes você comprou com dinheiro, bolsas, cotas, cargos e medidas demagógicas. Muita gente que trabalha, mas desconhece o que se passa nas entranhas de seu governo, satisfaz-se com o pouco mais de dinheiro que passou a ganhar. Tudo, então, pode se resumir ao dinheiro, e grande parte da população parece estar disposta a ignorar os princípios da honradez e da honestidade e a relevar as mentiras, a corrupção, os desperdícios, os abusos e as injustiças que marcam seu governo em troca do prato de lentilhas da melhoria econômica.
É esse, em síntese, o retrato do Brasil de hoje... E, como se diz na França, “l’argent n’est tout que dans lês siècles ou lês hommes no sont rien”. Você não entendeu, não é mesmo? Então pergunte à Marta. Ela adora Paris e há um bom tempo estamos sustentando seu gigolô franco-argentino...

**sangue envenenado.